PalavrasCruzadas



Vem um POLÍTICO, que ainda não sabendo bem onde estava, apregoa:

Pol. Hou da barca! Aqui está alguém?
Dia. (levanta-se e fica frente a frente com o politico) Cá alguém haverá sempre de estar… Desejais embarcar?
Pol. Pois, se outra alternativa aqui não há..
Dia. Ora com certeza que o há, mas não é lugar de vossa excelência lá embarcar.
Pol. Ora porque não? Se sempre nesta vida…passada vida… me portei honestamente e a todos que em mim confiaram ajudei?
Dia. (aparte) E a todas as criancinhas mudou as fraldas…
Pol. E quando haveis de embarcar?
Dia. Sem hora certa com certeza.
Pol. Outros caminhos irei então descobrir.
Dirige-se à barca do anjo e chama:
Pol. Hou lá da barca!
Anjo. Quem me chama? (o Anjo vira-se) Ora como está senhor politico?
Pol. Morto. Que sorte me havia de me calhar…
Anjo. E que desejais de mim? Embarcar com certeza que não o é.
Pol. Mas porque não me haveis de querer? A minha integridade na terra era de louvar aos céus. Nunca me viste cometer o mais pequeno crime.
Anjo. Pequeno…? Talvez não. Mas um dos grandes certamente que sim. Mentiste a todo o teu povo que tão hipocritamente governaste, e ainda fizeste uso do teu poder para teu proveito.
Pol. Nunca! Mas, não me deixará mesmo entrar nessa linda barca?
Anjo Nunca!
Pol. Quanto quer para me deixar entrar?
O Anjo olha-o furiosamente e o político percebe que era melhor regressar à barca do diabo
Pol. Venho das ruas da amargura. Aí poderei entrar?
Dia. Ora com certeza. Entrai e vinde servir Satanás.

Vem agora Emi playhouse, uma CELEBRIDADE, alcoólica e drogada, acompanhada de uma seringa e uma garrafa de vinho vazia, a cambalear.

Emi. Ó da barca! Aqui posso passar a noite? Lhe prometo que pela manhã em casa estarei.
Dia. Ó senhora, não precisa de se incomodar logo pela manhã. Encontrou aqui sua nova e majestosa casa.
Emi Bêbeda até posso estar. Mas louca é que não o estou.
Dia. (aparte) Ela É louca.
Emi Posso me deitar aqui ou não?
Dia. Aqui não te quero eu!
Emi (injectando-se e chorando) Ninguém me quer… Quero morrer…!
Dia. Ó senhora, morta já você está. Mas vá, fora daqui. Não quero quem se drogue e beba na minha linda barca.
Emi Eu quero viver…!
Emi sai chorando e encontra a barca do Anjo, a quem pergunta:
Emi Aqui posso embarcar? Está-me a ouvir? Ó da barca!
Anjo Já vai. Descanse. Que quer daqui você?
Emi O que quero eu daqui não sei ao certo, mas se tivesse vinho por ai podia ser que eu descobrisse.
Anjo Deus te irá perdoar. Mas de que morreste tu?
Emi (levantando a seringa e a garrafa vazia grita) Viva ao vinho!
Anjo Aqui irás tu entrar. Teus males não são do coração mas dessas coisas ai que seguras. Entra rápido para que ninguém nos lance olhares.
Emi E o vinho?


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