PalavrasCruzadas



o Rapaz Chinês

    A recente “aquisição”, o sobrinho,  era uma ajuda preciosa, mesmo sendo só fora do horário escolar em que a sua ajuda era possível. Simpático e prazenteiro eram duas das suas muitas qualidades. Um miúdo extrovertido e afável, com quem todos gostavam de conversar. Um rapaz com cabeça, capaz de mover mundos e fundos só para ver os eus tios felizes. Tios… só de nome, porque para ele eles eram como seus pais. 

      O negócio foi crescendo. Os anos passando. Já não havia mãos a medir para tanto trabalho. No acender de um fósfoto, já dezenas de pessoas tinham entrado e saido e levado prateleiras inteiras.

     De simples bazar, ou vulgarmente chamada de loja dos trezentos, a “Pérola de Macau” tinha-se transformado num verdadeiro império. Filiais era coisa que não faltava.  Dentro e além fronteiras elas lá estavam. Nova York, Londres, Paris, Madrid, eram quatro das muitas cidades onde a loja residia.

     Os tios Fô morreram num acidente de viação, num dia em que seguiam para Madrid. Mas isso já lá fora e agora Yang, teria de se ajeitar sozinho. Licenciado em Gestão era ele o detentor de todo aquele império. Milhares, ou talvez milhões, era quanto a empresa internacinal detinha diáriamente de lucro. O negócio estava ao rubro. O nome “Pérola de Macau” andava na boca do mundo.

      Yang, andava despreocupado com a vida. Corria-lhe tudo às mil maravilhas. Casara. Tivera filhos. Vivia confortavelmente bem. A sua ambição levara-o longe. A sua determinação fez com que nada o impedisse de continuar o que há anos os seus tios comerçaram. Apesar de simpático e não gostar de confusões, tinha vários inimigos. Destruira o negócio a muitos dos grandes comerciantes.

        Até que o que já lhe prometiam à muito acontecera.

       Yang desparecera. Tudo andava à procura de si e do seu corpo. Passarm-se dias. Até que uma senhora já de idade fora levar os seus detritos ao contentor poco utilizado, num dos bairros perto de onde Yang residia. Decapitado, aparecera em frente da idosa.

      O choque apoderara-se dela. Os gritos afónicos chegaram à casa mais próxima. Vieram socorre-la.

       Ainda não se sabe quem seria o autor do crime. Alguém que o conhecia bem de perto.

       Yang estava morto, mas a “Pérola de Macau” não. O homicida ainda tinha mais um objectivo. Destruir aquele império.


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Comentários

  1. * Paulo Faria says:

    Está, sem dúvida, um texto bem estruturado, com um vocabulário cuidado, mas com gralhas perfeitamente evitáveis, como: “perciosa” e “álguem”.
    Espero que o novo desafio tenha uma resposta de alto nível.

    | Responder Publicado 9 years, 1 month ago


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