PalavrasCruzadas



Fim de dia Folgado

Tinha acabado de chegar da escola. Estava estafado mas ainda tinha que fazer imensas coisas. Era estudar, era fazer os trabalhos, era tudo… Subi ao quarto, para fazer os meus afazeres. Peguei nos livros e comecei por ver o que tinha para fazer. Um pouco constrangido pelo horário sobrecarregado da escola, que sendo assim não tinha tempo para nada, para além da escola, comecei a fazer o que me competia. Nesse dia sentias-me observado pelas coisas que me rodeavam. Aquelas coisas, a que não damos valor nenhum, pareciam que me observavam. Pus tudo aberto e pronto para começar a trabalhar, mas faltava uma caneta de cor que tanta falta me fazia, para aquele trabalho. Fui procura-la. Encontrei-a rápido. Fui para o quarto. Sentei-me e olhei para o caderno. Estava tudo feito! Eu, não tinha sequer começado a escrever, e agora aparecia tudo feito? Estranho, é certo. Os meus sentimentos uniam-se e transformavam, intriga, medo e desconfiança num só. Era demasiado estranho para eu perceber. Em casa, estava só eu. Mais ninguém com vida ali estava… ou não.         Sentindo o meu sentimento, a minha lapiseira, que me acompanhava nas aulas desde o início do ano, falou. O meu medo cresceu ainda mais.          – Ei! Aqui! – começou a conversa, a minha lapiseira.         – Onde? – inquiri eu com uma certa arrogância que me saíra na vos, sem contar.         – Olha para o caderno.          Olhei.         – Que fazes ai? – interroguei eu, vendo o meu lápis-de-minas em pé.         – Foste tu que me puseste aqui. – respondeu, ele com uma certa perspicácia.         – Não te pus a pé, nem te dei vida. – respondi eu no tapa-tapa que ali se estava a impor.         – Fizeste por isso.         – Como? – perguntei eu, agora sem o medo, mas ainda com a intriga e desconfiança.         – Não querias fazer isto, pois não?         – Não. Obrigada. Como sabes isto?         – Isto, o quê? – perguntou a minha lapiseira, que já não estava a gostar muito do interrogatório.         – A matéria.         – Ando na escola. Agora, adeus.         – Espera! – pedi eu na esperança de ainda a voltar a ouvir. Não deu resultado.          Nesse dia, não pensei mais nisso. De manhã, ao chegar à escola, todos elucidaram o seu caso. Todos a mesma coisa. Parece, que finalmente tivemos um dia de descanso. 


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