PalavrasCruzadas


A Ler

Título: Eclipse

Autor: Stephenie Meyer

Editora: Gailivro


Livros lidos

Título: “O Cavaleiro Lua Cheia”

Autor: Susanna Tamaro

Editora: Editorial Presença


Obrigado Jovem Amigo

20:00 Porcaria de vida! Se ainda houvesse alguém que me compreendesse… Uma pessoa só… Não era pedir muito. Há 23 anos a aturar quem não queria ser aturado. Há 23 anos a viver uma vida em que tudo me parecia uma imensidão de flores colorindo a minha vida. Mas não! Pelo contrário. Há 23 anos a viver uma vida repleta de rosas. Bonitas e perfumadas à superfície, mas quando a olhamos melhor, percebemos que há os espinhos mesmo à espera de serem úteis a alguém.

20:30 Meia hora de sono. Meia hora de fuga à realidade. Mas não eram suficientes. Dormir para a eternidade, quem me dera! Peguei num livro. Era a única coisa que me afastava da realidade e me mergulhava num mundo distante do meu. Silêncio. Silêncio até que um trôpego corpo embatia no mais soalheiro vidro do quarto. Despertou-me. Corri para a janela. Abria. Fechei-a. Para além de ver a vida a correr-me a vida entre os dedos, agora também a andava a ter estranhas alucinações? Abri-a novamente. Debrucei-me sobre o parapeito e petrifiquei. Estava a ter alucinações. Era uma coisa grave. Muito grave. Debrucei-me ainda mais sobre o parapeito da janela. Toquei na alucinação. Mas… era real! Um corpo colorido de uma cor certamente inexistente por terras mundanas estava estatelado mesmo fora de minha casa. Á espera de entrar. Saltei a janela e olhei curiosamente todos os cantos daquela coisa que tinha aterrado mesmo em frente de minha casa. Olhei o céu. Nada de suspeito. Peguei nele e trouxe-o à força de braços para dentro do quarto. Deitei-o. Encheu-me a cama de uma substância viscosa qualquer. Despertou! Saltei para trás e caí. Desfazi-me em perguntas a tentar compreender o que era aquilo que estava à minha frente a desbobinar respostas e conselhos. Era um extraterrestre, ou como ele gostava de ser tratado, alienígena.

22:00 – E já agora. Vieste aqui parar porquê?

– Não querias alguém que te compreendesse? Aqui estou eu. Há sempre alguém lá por cima a cuidar de cada um de vós.

– Ah… E porque vieste? Nunca vem ninguém. Podemos estar na mais profunda melancolia, que aqui ficamos. Sozinhos.

– Não é nada disso! Ofendeste-me! Eu sempre tive a olhar por ti. Desta vez é que me distraí e caí. Foi sem querer. Agora não sei como sair daqui…

– Depois vemos isso… Sempre soube que vocês existiam. Tinha a certeza! Mas conta-me, quantos sois. Onde viveis. Sois todos assim? Como é vista a nossa sociedade?

Parou a olhar para mim. Ficamos olhos nos olhos. Trocando sentimentos.

– Sois o nossos tesouro.

08:00 Acordei há pouco. Ele havia-me deixado sem qualquer resposta. Num ápice fora. Desapareceu. Dormi atormentado. Sonhei com ele. Mas agora estava bem. Mais feliz do que nunca. Pronto para enfrentar qualquer adversidade que se cruzasse comigo. Obrigado jovem amigo!


Respeitosa Humanidade

Tripulação Apolo 100

NASA

Universo, 25 de Dezembro de 2010

Respeitosa Humanidade,

Esta é a nossa primeira viagem no espaço. Primeira e última certamente. Fomos acometidos, nesta viagem, com a visão mais devastadora que jamais havíamos tido. O fim do mundo está certamente a chegar! Não porque o sol explodirá, ou porque seremos atacados por alienígenas que querem aniquilar a nossa sociedade. Não! Somos nós que estamos a destruir as nossas vidas! Somos nós que provocamos a imensidão de lixo que povoa a atmosfera terrestre.

Estou certo que, o espaço deveria ser visitado por todas as pessoas pelo menos uma vez nas nossas curtas vidas. E aí, sim, ficaríamos suficientemente sensibilizados para os grandes problemas ambientais, e tomaremos consciência que o blá blá blá sobre os problemas ambientais é importante ser ouvido e respeitado. Certamente, que depois dessa viagem, controlaríamos o tráfego nos centros urbanos. Os carros híbridos fariam parte das nossas vidas e outros carros não se sobreporiam na hora da compra. A questão da reciclagem já não se poria. Mas acima de tudo tomaríamos consciência que, cada pessoa, cada casa, cada país, tem a responsabilidade de proteger o nosso mundo e torná-lo mais nosso. E possamos dizer “Eu fiz de tudo para melhorar a nossa grande casa”

Por isso, vos apelo humanidade, para que protejam o ambiente. Ou então, verão uma Terra sem biodiversidade, sem água, sem oxigénio, sem gelo. Sem cor. Porque a Terra não precisa que a pintemos de verde para ela o ser.

Pede-se deferimento,

Apolo 100


30 anos contados. O Infinito sentido.

Um sorriso tapava-me a cara. Alegria! Aquela era a pessoa mais lutadora que jamais havia conhecido. Ensinara-me a viver, lutar, agir. E estava mesmo ali. Sentada a meu lado, com as pernas cruzadas de uma tal forma subtil que me apetecia imita-la. Mas ficaria mal… Não ia arriscar.

Mas quem me mandara aquela força da natureza para a minha vida? Quem fora não sei. Mas tinha a certeza que um dia iria perceber. Este momento não mais pode acabar. A viagem pode esperar.

“E então fui-me embora. Nada mais tinha a fazer naquela terra. A minha missão estava completa, ninguém mais precisava de mim.”

Era assim que acabava a história que Anne me entalara no coração. Com um sorriso, caia-me a lágrima dos olhos que embaciava a paisagem, de uma terra incerta, que podia ver através da janela do comboio. Embaciava algo que na altura não sabia definir. Embaciava o vento batendo na face mais delicada das flores que cobriam o terreno quase infértil. Quase nada. Era essa história, que Anne me começara a contar à tempos atrás.

“Sei lá quantos anos tinha… Que interessa isso? Não querias que te contasse alguma coisa? Então cala-te e ouve. Já foi há algum tempo que aconteceu, mas posso sempre contar-te. Não perdes nada. Há 20 anos, tornei-me hippy. E então parti por aí. Como tu… Não sei bem, mas acho que dei a volta ao mundo. Mas houve uma terra que me marcou especialmente. Que me marcou demais… Com anos passados de viagem, ali estava eu. Numa terra desconhecida. Incerta. Insegura. A viver o desconhecido, o que ainda tinha por desbravar. A última placa tinha cravada “Nápoles” no seu rosto branco. Até hoje ainda não sei se foi mesmo lá que tudo aconteceu.”

O céu começara a estremecer. A chuva vinha a caminho. Levantei-me e corri a passagem do comboio rumo ao WC. Anne tinha feito uma pausa na sua história. Disse-me que fosse arejar. Obedeci-lhe. De volta ao meu lugar de há várias horas, desgostava-me ver os sentimentos de tristeza e solidão desenhados nas faces agoniadas das pessoas. Quase todas dormiam. Todas viviam algo novo. Sentei-me de novo ao lado de Anne. Sem esperas despropositadas, continuou a sua história.

“Partira para ajudar. E assim foi. Inscrevi-me numa instituição de apoio a cegos. Sempre sentira algo de especial com os cegos. Acho que eles têm algo de super natural. E acho que foi esse afecto por eles que me fizeram acreditar que era capaz de me superar com eles. Durante dez anos trabalhei com eles. Fazia tudo por eles e eles faziam tudo por mim. Mas sentia que algo me faltava. Estava incompleta. Achava que ainda havia algo a fazer por eles. Ou melhor. Por ela. Ela, que, pela primeira vez podia ver o nascer do sol e ver a força do rebentar das ondas do mar. Então entreguei-me. Entreguei-me, contra todos. Mas entreguei-me. Dei os meus dois azuis olhos a ela. E ela pela primeira vez viu o nascer do sol e a força do rebentar das ondas do mar. E ai, sim. Senti que tinha feito alguém feliz! E fiz.”

E foi nessa altura que Anne tirou os estranhos óculos escuros que lhe encobriam a parte mais expressiva da cara. Menos da dela…Um arrepio assombrou-me. Lá fora a chuva erodia fortemente as rochas mais duras. Matava as flores mais delicadas. Silenciava a minha dor.


A Ler

 

 Título: “Lua Nova”

Autor: Stephanie Meyer

Editora: Gailivro


Trabalho Síntese – Categorias da Narrativa

Trabalho de Isabel Sá, Fátima Pedrosa e Pedro Ribeiro, 9ºA. Categorias Da Narrativa


Livros lidos

Título: “Diário da nossa Paixão”

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Editorial Presença


Um livro no dia da Mãe

Aqui


Herói ou Ídolo?

       Quem nunca questionou a razão pela qual a sociedade é discípula de costumes, influências e relevantes personalidades dos nossos tempos? Quem nunca se questionou porquê? Eu já. E apenas concluí que tudo isso é a natureza humana a falar mais alto do que a nossa força intelectual de nos criarmos e adaptarmos a nós mesmos.

       Justificando-nos que “está na moda” e que “ele ou ela usa” escondemos e inibimos o nosso défice de capacidade para nos identificarmos interiormente e exteriorizar quem somos.

       Aniquilamos a vontade de sermos e semeamos a vontade de seguir. Seguimos quem admiramos zelosamente e viciamo-nos. Crescemos sem ideia de quem somos e de quem queremos ser. Destruímos a vontade de ser; a vontade de criar. Seguimos. Seguimos um ideal de vida para nós. Seguimos o ídolo.

       Mas não dogmatizando, deixo claro que ter um ídolo ou um herói, com seus significados distintos é das coisas mais fascinantes deste mundo. Admiramos. Platónicamente adoramos.

       Mas qual será melhor? Herói ou ídolo? Herói. Mas porquê? Se herói é aquele que faz história nem sempre da melhor maneira? Se herói é o nome a quem atribuímos a quem admiramos? Ponde neste ponto as coisas, qual a diferença entre herói e ídolo? Para mim nenhum. Porque a quem atribuímos a nossa definição de herói ou ídolo aos nossos olhos são pessoas que têm algo de especial para nós. Fizeram história. Da melhor ou da pior maneira.


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