Herói ou Ídolo?
Quem nunca questionou a razão pela qual a sociedade é discípula de costumes, influências e relevantes personalidades dos nossos tempos? Quem nunca se questionou porquê? Eu já. E apenas concluí que tudo isso é a natureza humana a falar mais alto do que a nossa força intelectual de nos criarmos e adaptarmos a nós mesmos.
Justificando-nos que “está na moda” e que “ele ou ela usa” escondemos e inibimos o nosso défice de capacidade para nos identificarmos interiormente e exteriorizar quem somos.
Aniquilamos a vontade de sermos e semeamos a vontade de seguir. Seguimos quem admiramos zelosamente e viciamo-nos. Crescemos sem ideia de quem somos e de quem queremos ser. Destruímos a vontade de ser; a vontade de criar. Seguimos. Seguimos um ideal de vida para nós. Seguimos o ídolo.
Mas não dogmatizando, deixo claro que ter um ídolo ou um herói, com seus significados distintos é das coisas mais fascinantes deste mundo. Admiramos. Platónicamente adoramos.
Mas qual será melhor? Herói ou ídolo? Herói. Mas porquê? Se herói é aquele que faz história nem sempre da melhor maneira? Se herói é o nome a quem atribuímos a quem admiramos? Ponde neste ponto as coisas, qual a diferença entre herói e ídolo? Para mim nenhum. Porque a quem atribuímos a nossa definição de herói ou ídolo aos nossos olhos são pessoas que têm algo de especial para nós. Fizeram história. Da melhor ou da pior maneira.
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